segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hoje fiquei em casa com o meu primo de cinco anos.
Estava sentada no sofá e ele estava a brincar no chão, em cima da carpete, com uns carrinhos.
Conforme olhava para ele, sentia uma espécie de inveja. Não me interpretem mal, quando digo inveja é nisto que me refiro: A forma descontraída como ele brincava com os carrinhos, o sorriso dele, é desse tipo de descontração que eu tenho inveja.
Acho que não me lembro da última vez que me senti assim.
Ele limitava-se a empurrar o carrinho verde para a frente e para trás, e a seguir fazia o mesmo com o vermelho. De seguida repetia isso, vezes sem conta, e não parecia importar minimamente com isso.
Depois lembro-me de todos os problemas idiotas que no passado me tiraram o sono. Me fizeram chorar, e penso o quão estúpidos eram.
Percebi o quanto orgulho tenho em mi mesma por ter ultrapassado todos esses problemas e ter-me mantido fiel a mim mesma.
Ultrapassei os problemas sozinha e manti-me forte.
Não poderia estar mais orgulhosa de mim mesma.
Depois lembro-me, "porque raio foi o meu primo, que me fez lembrar de tudo isto?"
Lembrem-se, mesmo o pior dos problemas tem um solução. E mais cedo ou mais tarde, vamos voltar a encontrar aquele tipo de descontração, pura e infantil.
Mantenham-se fortes, e fieis a vocês mesmo.
E continuem a sorrir, sempre.

Isabel Martins

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