quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Desafio (carta)
‘Meu amor,
Por motivos e circunstâncias que fogem do meu controlo, custa-me aceitar que isto é uma despedida. Não, não é uma despedida definitiva, tenho a certeza que o amor que eu sinto por ti não vai mudar, vai permanecer sempre ardente e intenso como são todos os amores verdadeiros. Neste momento, penso mais em nós do que em mim e isso mata-me por dentro. Não devia ser assim, tenho a nossa filha linda para ensinar a viver, eu sei. Mas na verdade, não consigo tirar-te do pensamento, o meu coração não o permite.
Eu sei que pode parecer mau, cruel da minha parte até, mas esta tua ausência que irá durar a eternidade veio para te levar para um mundo melhor, pelo menos eu quero acreditar que sim. Não compreendo o porquê de nunca me teres partilhado a tua dor comigo, a amargura de ver o fim aproximar-se, pergunto-me quantas noites passaste ao meu lado sem dormir? Durante quanto tempo foste morrendo aos poucos, não só física mas também psicologicamente? Será que nunca planeaste contar-me o que se passava?
Nunca, em toda a minha vida amei tanto alguém como eu te amo e nunca dediquei tanto carinho, afeição e dedicação a ninguém. Sim, custa, vai deixar cicatrizes, mas não vamos dramatizar, não te preocupes o tempo não será suficiente para destruir este meu sentimento em relação a nós, pois estarás sempre em meu pensamento, aconteça o que acontecer, vou sentir muito a tua falta. É que tu revelaste ser uma pessoa diferente da que conheci há uns anos, mas os momentos permanecem iguais na memória. Ainda assim, o meu coração pertence-te. Sei que tenho um lugar especial na tua vida e que me vais levar contigo para sempre, tal como eu te levarei a ti no coração.
Sabes, prefiro pensar que esta não é uma carta de despedida, quero apenas que toque o teu nobre coração como uma mensagem de esperança: a esperança de que em breve estaremos juntos, nova e definitivamente.
Obrigada por tudo.
Com amor, até um dia.
Báhhhh
Tenho cá uma paixão por british accent. Meu Deus quem me dera falar como os ingleses.
Acho que nasci no país errado, não é por mal mas Portugal.. desilude-me :/
Fui uma vez a Londres no meu aniversáiro dos 13 anos e apaixonei-me. Pelas cores, as pessoas, os cheiros, as lojas, T-U-D-O.
É tudo tão diferente lá. As pessoas são muito mais simpáticas, não sei...
Amei aquilo e dava tudo para voltar lá.
Um dia talvez, quem sabe.
Isabel Martins
Acho que nasci no país errado, não é por mal mas Portugal.. desilude-me :/
Fui uma vez a Londres no meu aniversáiro dos 13 anos e apaixonei-me. Pelas cores, as pessoas, os cheiros, as lojas, T-U-D-O.
É tudo tão diferente lá. As pessoas são muito mais simpáticas, não sei...
Amei aquilo e dava tudo para voltar lá.
Um dia talvez, quem sabe.
Isabel Martins
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Para todos os bully's.
Para todos os que tentaram pôr-me para baixo.
Que tentaram, com as suas palavras, enfraquecer-me.
Para aqueles que expressavam a sua opinião acerca de mim a toda a hora. Para os rapazes que me fizeram acreditar que não era boa o suficiente. Para as raparigas que se tentavam mostrar mais que eu.
Para aqueles que me mandavam mensagens anónimas a dizer para pôr fim à minha vida.
Para todos os motivos que me levaram a cometer loucuras.
Olhem bem para mim agora.
Estou melhor que nunca. Mais forte.
Se pensaram que me punham no chão, olhem para mim. Estou maior que todos vocês.
Agora sou feliz. Sou livre de todos os problemas. Agora, chego ao céu.
E sim, sou boa o suficiente. Sou muito melhor que boa, sou perfeita.
Não sou convencida, não. Tenho uma auto-estima elevada, finalmente.
Parei de ter pena de mim.
Parei de me sentir miserável.
Porque eu não sou miserável.
Percebi, finalmente, que todos os seres humanos, não importa se são homens, mulheres, rapazes, raparigas, crianças ou velhos, são lindos. À sua maneira.
E aí algures anda alguém que me vai amar, tratar bem e aí sim. Serei verdadeiramente feliz.
Por agora limito-me a aproveitar a vida. Porque ela é curta. E não espera por nós.
Para todos vocês, que tentaram atirar-me ao chão.
Apenas me tornaram mais forte.
E não vos poderia agradecer mais, a todos vocês haters, amigos falsos, amigas falsas, e anónimos adoráveis.
Obrigada.
Isabel Martins
Para todos os que tentaram pôr-me para baixo.
Que tentaram, com as suas palavras, enfraquecer-me.
Para aqueles que expressavam a sua opinião acerca de mim a toda a hora. Para os rapazes que me fizeram acreditar que não era boa o suficiente. Para as raparigas que se tentavam mostrar mais que eu.
Para aqueles que me mandavam mensagens anónimas a dizer para pôr fim à minha vida.
Para todos os motivos que me levaram a cometer loucuras.
Olhem bem para mim agora.
Estou melhor que nunca. Mais forte.
Se pensaram que me punham no chão, olhem para mim. Estou maior que todos vocês.
Agora sou feliz. Sou livre de todos os problemas. Agora, chego ao céu.
E sim, sou boa o suficiente. Sou muito melhor que boa, sou perfeita.
Não sou convencida, não. Tenho uma auto-estima elevada, finalmente.
Parei de ter pena de mim.
Parei de me sentir miserável.
Porque eu não sou miserável.
Percebi, finalmente, que todos os seres humanos, não importa se são homens, mulheres, rapazes, raparigas, crianças ou velhos, são lindos. À sua maneira.
E aí algures anda alguém que me vai amar, tratar bem e aí sim. Serei verdadeiramente feliz.
Por agora limito-me a aproveitar a vida. Porque ela é curta. E não espera por nós.
Para todos vocês, que tentaram atirar-me ao chão.
Apenas me tornaram mais forte.
E não vos poderia agradecer mais, a todos vocês haters, amigos falsos, amigas falsas, e anónimos adoráveis.
Obrigada.
Isabel Martins
Do not miss this portrait of me, now look at the stars
falling from the sky bright, and at this particular moment, his eyes are
brighter than precious diamonds, you ask me to stay with you, beside you who
run barefoot the universe, I still feel hope and it touches my heart, as a
miraculous moment that makes me feel powerful and magical powder that you use
on your lips. Without you I am incomplete was you that filled me as I feel your
warm body next to mine, in revolt sheets. Comeback, brings the heat again, his
soul and this body that both desire and drive me crazy.
Catarina Rodrigues
Hoje fiquei em casa com o meu primo de cinco anos.
Estava sentada no sofá e ele estava a brincar no chão, em cima da carpete, com uns carrinhos.
Conforme olhava para ele, sentia uma espécie de inveja. Não me interpretem mal, quando digo inveja é nisto que me refiro: A forma descontraída como ele brincava com os carrinhos, o sorriso dele, é desse tipo de descontração que eu tenho inveja.
Acho que não me lembro da última vez que me senti assim.
Ele limitava-se a empurrar o carrinho verde para a frente e para trás, e a seguir fazia o mesmo com o vermelho. De seguida repetia isso, vezes sem conta, e não parecia importar minimamente com isso.
Depois lembro-me de todos os problemas idiotas que no passado me tiraram o sono. Me fizeram chorar, e penso o quão estúpidos eram.
Percebi o quanto orgulho tenho em mi mesma por ter ultrapassado todos esses problemas e ter-me mantido fiel a mim mesma.
Ultrapassei os problemas sozinha e manti-me forte.
Não poderia estar mais orgulhosa de mim mesma.
Depois lembro-me, "porque raio foi o meu primo, que me fez lembrar de tudo isto?"
Lembrem-se, mesmo o pior dos problemas tem um solução. E mais cedo ou mais tarde, vamos voltar a encontrar aquele tipo de descontração, pura e infantil.
Mantenham-se fortes, e fieis a vocês mesmo.
E continuem a sorrir, sempre.
Isabel Martins
domingo, 26 de agosto de 2012
♔
Vieste assim, vieste de passagem, sem ambição, sem brilho e sem vontade.
Na verdade era assim que pretendias que fosse, mas acabaste ficando. E eu aqui
perdida nesse vazio, nessa tua incerteza, numa fuga constante, a fugir da
perseguição compulsiva da minha mente. É irónico pensar que ainda ontem foste
juiz cruel da minha sentença, que me persegue e me atormenta, pela fuga do
ladrão que habita em mim, aquele que me inibe de sentir e me faz sentir débil a
cada segundo que passo na tua ausência.
Vivo assim, cobrando cada fragmento de vida, que me retrais, na esperança de em breve me erguer e diminuir a febre de tatear e não sentir, a febre de desistir.
Catarina Rodrigues
Vivo assim, cobrando cada fragmento de vida, que me retrais, na esperança de em breve me erguer e diminuir a febre de tatear e não sentir, a febre de desistir.
Catarina Rodrigues
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