quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Báhhhh

Tenho cá uma paixão por british accent. Meu Deus quem me dera falar como os ingleses.
Acho que nasci no país errado, não é por mal mas Portugal.. desilude-me :/
Fui uma vez a Londres no meu aniversáiro dos 13 anos e apaixonei-me. Pelas cores, as pessoas, os cheiros, as lojas, T-U-D-O.
É tudo tão diferente lá. As pessoas são muito mais simpáticas, não sei...
Amei aquilo e dava tudo para voltar lá.
Um dia talvez, quem sabe.

Isabel Martins

Estou completamente apaixonada por sardas





Catarina Rodrigues

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Para todos os bully's.
Para todos os que tentaram pôr-me para baixo.
Que tentaram, com as suas palavras, enfraquecer-me.
Para aqueles que expressavam a sua opinião acerca de mim a toda a hora. Para os rapazes que me fizeram acreditar que não era boa o suficiente. Para as raparigas que se tentavam mostrar mais que eu.
Para aqueles que me mandavam mensagens anónimas a dizer para pôr fim à minha vida.
Para todos os motivos que me levaram a cometer loucuras.
Olhem bem para mim agora.
Estou melhor que nunca. Mais forte.
Se pensaram que me punham no chão, olhem para mim. Estou maior que todos vocês.
Agora sou feliz. Sou livre de todos os problemas. Agora, chego ao céu.
E sim, sou boa o suficiente. Sou muito melhor que boa, sou perfeita.
Não sou convencida, não. Tenho uma auto-estima elevada, finalmente.
Parei de ter pena de mim.
Parei de me sentir miserável.
Porque eu não sou miserável.
Percebi, finalmente, que todos os seres humanos, não importa se são homens, mulheres, rapazes, raparigas, crianças ou velhos, são lindos. À sua maneira.
E aí algures anda alguém que me vai amar, tratar bem e aí sim. Serei verdadeiramente feliz.
Por agora limito-me a aproveitar a vida. Porque ela é curta. E não espera por nós.
Para todos vocês, que tentaram atirar-me ao chão.
Apenas me tornaram mais forte.
E não vos poderia agradecer mais, a todos vocês haters, amigos falsos, amigas falsas, e anónimos adoráveis.
Obrigada.

Isabel Martins


Do not miss this portrait of me, now look at the stars falling from the sky bright, and at this particular moment, his eyes are brighter than precious diamonds, you ask me to stay with you, beside you who run barefoot the universe, I still feel hope and it touches my heart, as a miraculous moment that makes me feel powerful and magical powder that you use on your lips. Without you I am incomplete was you that filled me as I feel your warm body next to mine, in revolt sheets. Comeback, brings the heat again, his soul and this body that both desire and drive me crazy.


Catarina Rodrigues
Hoje fiquei em casa com o meu primo de cinco anos.
Estava sentada no sofá e ele estava a brincar no chão, em cima da carpete, com uns carrinhos.
Conforme olhava para ele, sentia uma espécie de inveja. Não me interpretem mal, quando digo inveja é nisto que me refiro: A forma descontraída como ele brincava com os carrinhos, o sorriso dele, é desse tipo de descontração que eu tenho inveja.
Acho que não me lembro da última vez que me senti assim.
Ele limitava-se a empurrar o carrinho verde para a frente e para trás, e a seguir fazia o mesmo com o vermelho. De seguida repetia isso, vezes sem conta, e não parecia importar minimamente com isso.
Depois lembro-me de todos os problemas idiotas que no passado me tiraram o sono. Me fizeram chorar, e penso o quão estúpidos eram.
Percebi o quanto orgulho tenho em mi mesma por ter ultrapassado todos esses problemas e ter-me mantido fiel a mim mesma.
Ultrapassei os problemas sozinha e manti-me forte.
Não poderia estar mais orgulhosa de mim mesma.
Depois lembro-me, "porque raio foi o meu primo, que me fez lembrar de tudo isto?"
Lembrem-se, mesmo o pior dos problemas tem um solução. E mais cedo ou mais tarde, vamos voltar a encontrar aquele tipo de descontração, pura e infantil.
Mantenham-se fortes, e fieis a vocês mesmo.
E continuem a sorrir, sempre.

Isabel Martins

domingo, 26 de agosto de 2012

Vieste assim, vieste de passagem, sem ambição, sem brilho e sem vontade. Na verdade era assim que pretendias que fosse, mas acabaste ficando. E eu aqui perdida nesse vazio, nessa tua incerteza, numa fuga constante, a fugir da perseguição compulsiva da minha mente. É irónico pensar que ainda ontem foste juiz cruel da minha sentença, que me persegue e me atormenta, pela fuga do ladrão que habita em mim, aquele que me inibe de sentir e me faz sentir débil a cada segundo que passo na tua ausência.
Vivo assim, cobrando cada fragmento de vida, que me retrais, na esperança de em breve me erguer e diminuir a febre de tatear e não sentir, a febre de desistir.


Catarina Rodrigues

(Re)começar.


É triste quando, com pouco mais de uma dúzia de anos vividos, achamos que a vida é injusta ou simplesmente não a merecemos. Quem somos nós, afinal, com tão pouca experiência de vida para sermos juízes? Quem somos nós para a incriminar dos resultados das nossas escolhas?
Na verdade, o importante é saber como recomeçar, saber aceitar-nos e mais tarde aceitar os outros, é um período de uma longa introspecção, inquietude e emoções. É a ansiedade calada, bonificada com atitudes, que encarceram o passado para poder encarar um novo futuro. Apesar de nem sempre ser um percurso fácil, há sempre atropelos, pausas solitárias, lágrimas suspensas, tempestades e bonanças.

Catarina Rodrigues